Bombeamento solar no agronegócio: solução eficiente em tempos de estiagem
A estiagem e a falta de chuvas representam grandes desafios para o agronegócio, especialmente quando afetam o abastecimento de água para lavouras e criações animais.
Nessas situações, o bombeamento solar surge como uma alternativa eficiente, econômica e sustentável para garantir o fornecimento de água em propriedades rurais.
Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 55 GW em capacidade instalada de energia solar fotovoltaica, sendo que 13% desse total está presente em sistemas rurais.
Esse crescimento demonstra como a energia solar no campo vem ganhando protagonismo como solução estratégica para o setor agropecuário.
O uso de sistemas de bombeamento com energia solar tem se expandido em diversas regiões do país, principalmente em áreas afastadas da rede elétrica convencional.
O bombeamento solar no agronegócio permite captar água de poços, rios ou reservatórios com baixo custo operacional, contribuindo para a produtividade e sustentabilidade das atividades rurais.
No texto a seguir, entenda como o bombeamento solar tem transformado o dia a dia de produtores rurais, especialmente em épocas de seca, oferecendo autonomia energética e segurança hídrica para o campo.
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Índice - Bombeamento solar no agronegócio
Crescimento do bombeamento solar no agronegócio brasileiro
O uso da energia solar no campo tem avançado rapidamente. Atualmente, o Brasil já conta com mais de 292 mil sistemas de energia solar fotovoltaica instalados em áreas rurais, totalizando 5,1 gigawatts (GW) de potência instalada. Esse crescimento reforça o papel estratégico da energia solar no agronegócio e, especialmente, o avanço de soluções como o bombeamento solar para abastecimento de água.
O setor rural já é o terceiro com maior número de conexões e potência instalada em energia solar no país, ficando atrás apenas dos segmentos residencial e comercial. Esse dado demonstra como o bombeamento solar no agronegócio vem se consolidando como uma alternativa viável e sustentável para a irrigação de lavouras, dessedentação animal e outras demandas hídricas no campo.
O investimento em sistemas de bombeamento com energia solar representa não só economia na conta de luz, mas também maior autonomia energética e segurança hídrica para os produtores, especialmente em tempos de estiagem.
Dicas e Cuidados para Instalar uma Bomba Solar
Aplicações da energia solar no agronegócio
A energia solar tem se destacado como uma solução versátil e econômica no agronegócio brasileiro. Um dos principais benefícios é a redução dos custos com energia elétrica, impactando positivamente a rentabilidade das propriedades rurais.
Em áreas rurais, produtores que utilizam sistemas On Grid podem compartilhar os créditos de energia solar entre diferentes propriedades, desde que estejam sob a mesma distribuidora e cadastradas no mesmo CPF ou CNPJ. Essa possibilidade amplia o aproveitamento da energia solar no campo, gerando economia em múltiplas unidades produtivas.
Além da geração de energia, o uso de sistemas Off Grid permite alimentar equipamentos de monitoramento, comunicação e gestão da produção, como rádios, torres, GPS e sensores. Isso é essencial para modernizar a operação rural, especialmente em regiões sem acesso à rede elétrica convencional.
Outras aplicações práticas da energia solar no agronegócio incluem:
- Ventilação de aviários e currais;
- Funcionamento de ordenhadeiras e tanques de resfriamento de leite;
- Secagem e armazenamento de grãos;
- Eletrificação de cercas para manejo do gado.
Uma das utilizações mais estratégicas e em crescimento acelerado é o bombeamento solar no agronegócio. O uso da energia solar para operar bombas d’água tem se tornado uma solução eficiente e sustentável, garantindo o abastecimento em poços, rios e reservatórios, mesmo em períodos de estiagem prolongada.
O bombeamento solar oferece autonomia energética, baixo custo operacional e alta durabilidade — fatores essenciais para o desenvolvimento sustentável das atividades rurais.
Como funciona o bombeamento solar no agronegócio
O bombeamento solar de água é uma das aplicações mais eficientes da energia solar no campo. O sistema funciona por meio de painéis fotovoltaicos, que captam a radiação solar e a convertem em energia elétrica suficiente para acionar as bombas d’água. Essa energia permite transferir a água de poços, rios, cisternas ou reservatórios para os pontos de uso, como sistemas de irrigação ou bebedouros para animais.
Existem dois tipos principais de bombas solares utilizadas nos sistemas de bombeamento solar no agronegócio:

- Bombas submersas: instaladas diretamente dentro da fonte de água, possuem formato alongado que facilita a instalação e o funcionamento em poços artesianos e cisternas profundas.
- Bombas de superfície: ficam posicionadas fora da água, puxando-a da fonte e conduzindo-a até os locais desejados, como tanques de armazenamento ou áreas de irrigação.
A escolha correta do tipo de bomba é essencial para garantir a eficiência do bombeamento solar. Fatores como profundidade da fonte, volume de água necessário, vazão e tipo de cultivo devem ser considerados para aumentar a vida útil do equipamento e reduzir custos com manutenção.
Energia agrofotovoltaica
A integração entre o agronegócio e a energia solar está em constante evolução — e um dos avanços mais promissores é a adoção do modelo de energia agrofotovoltaica no Brasil. A proposta vai além do tradicional bombeamento solar no agronegócio e busca unir, no mesmo espaço, a geração de energia solar e a produção agrícola ou pecuária.
Diferente dos sistemas fotovoltaicos convencionais, onde os painéis solares são instalados rente ao solo, impedindo o uso do terreno para plantio, a energia agrofotovoltaica permite que a vegetação cresça sob os módulos elevados. Isso amplia o aproveitamento da área e torna o sistema ainda mais sustentável.
Um exemplo prático dessa inovação está em Minas Gerais, onde já foram instaladas quatro estruturas agrofotovoltaicas com áreas entre 300 e 400 metros quadrados cada. Sob as placas solares, serão cultivadas hortaliças e frutas como melão, morango, feijão e alface, além da pastagem para criação de gado bovino — tudo isso enquanto se gera energia limpa no mesmo terreno.
Esse projeto inovador foi desenvolvido pela Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais), em parceria com a Cemig, o CPQD e com financiamento da ANEEL e da Fapemig. Outros modelos semelhantes de energia agrofotovoltaica estão sendo implementados em Pernambuco e Alagoas, indicando que essa solução deve se expandir em breve para outras regiões do país.
Combinada a outras tecnologias, como o bombeamento solar para irrigação e abastecimento hídrico, a energia agrofotovoltaica tem o potencial de transformar profundamente a forma como o Brasil utiliza os recursos naturais no agronegócio — gerando produtividade, eficiência energética e preservação ambiental.
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Editado por Alexia Dias

